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terça-feira, 21 de dezembro de 2010

CEPHALOPODA

CEPHALOPODA (gr. kephalée: cabeça; pous, podos: pé) - Segundo Thiele e Hyman, uma das classes do Phylum Mollusca, sem dúvida a mais evoluída / Animal de concha interna (Ex.: Sepia) ou externa (Ex.: Nautilus) / Anat.: os pés inseridos na cabeça permitem ao animal andar, nadar, capturar e imobilizar as presas. Corpo totalmente revestido pelo manto, tendo na sua parte ventral, o sifão ou hyponomo, que participa na respiração ao eliminar a água proveniente das brânquias, uma vez aproveitado o oxigênio. Serve também para a eliminação dos dejetos, bem como dos produtos sexuais. A água retida, expulsada com força pelo sifão, permiteao animal mover-se com grande rapidez, estabelecendo a comunicação entre a cavidade paleal e o exterior. Abertura bucal entre os braços, rodeada por lábios, é provida de uma mandíbula escura, ponteaguda, com rebordos cortantes curvos. Esôfago estreito e alargado.Coração com duas aurículas em comunicação com as brânquias. Rim formado de corpos esponjosos que descarregam suas excreções nos sacos membranosos, os quais se abrem ao lado do reto, na cavidade branquial. Sistema nervoso bem desenvolvido, lembrando o dos vertebrados. Papilas táteis são encontradas em todo o corpo, especialmente nos braços tentaculares. Papila olfativa na cabeça, relacionada com os gânglios cerebróides; órgãos de audição evoluídos,  com vesículas auditivas aderentes à cartilagem da cabeça, às vezes alojadas em cavidades especiais, que lembram o labirinto dos vertebrados. Olhos com alto grau de evolução, ocupando órbitas escavadas, na cartilagem cefálica. Composto de retina (com várias camadas) córnea, íris, papila esférica, cristalino e corpo vítreo.Em certos Decapoda a câmara anterior do olho se comunica com o exterior por uma abertura especial / Sistemática baseada no número de brânquias / Reprodução: moluscos dióicos, podendo apresentar casos de hermafroditismo. Na maioria das espécies há o predomínio da fêmea (para cada 25 machos 100 fêmeas). Marcados pelo dimorfismo sexual (macho menos que a fêmea). Durante a reprodução o macho sofre metamorfose em um de seus braços (hectocotylus) o qual se diferencia do restante / Pelo mecanismo de seus cromatóforos espalhados aos milhares em toda a superfície do corpo e sensível à luz, contraindo-se ou dilatando-se de acordo com a proporção da mesma, o Cephalopoda pode mudar a sua coloração. Esta troca de cor é um meio de defesa de grande importância, que lhe permite até mesmo competir com os camaleões terrestres. Outro detalhe importante é a fosforescência conhecida nesses animais desde 1830, graças a Verany. Através da emissão de luminosidade, o Cephalopoda pode explorar o solo subterrâneo ou iluminar considerável porção de água. Estes pontos luminosos no oceano agem como iscas e auxiliados pelos braços, ventosas e ganchos, bem como a mandíbula, dão a este molusco um intenso mecanismo de ataque e defesa.

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