Sejam Bem Vindos

Clique nas imagens para amplia-las
Mostrando postagens com marcador Pomacea canaliculata. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Pomacea canaliculata. Mostrar todas as postagens

domingo, 3 de junho de 2018

Pomacea canaliculata (Lamarck, 1804)





Rio Paraíba do Sul, Vassouras, Rio de Janeiro, Brasil.
Coletado por mim nas margens do rio, em 02 de junho de 2018.

A abertura da concha é ampla e oval para arredondada, por vezes levemente refletida. Sabe-se que machos têm aberturas mais arredondadas do que as fêmeas. O umbilicus é amplo e profundo. A cor é amarelo-marrom para amarelo-vivo com um padrão de faixas escuras espiraladas.
O opérculo tem uma espessura média e um aspecto córneo. Sua estrutura é concêntrica com o núcleo próximo do centro da concha. A cor varia de tons claros (em animais jovens) até marrom escuro. O opérculo pode ser retraído na abertura da concha.
A cor varia de indivíduos completamente amarelos ou verdes (formas criadas em cativeiro) até marrons com ou sem faixas escuras espiraladas (forma selvagem). Quando em repouso, os tentáculos ficam enrolados sobre a concha.


Os ovos ficam fixos a objetos acima da linha d´água, geralmente a uma distância considerável da superfície. Sua cor varia do vermelho-rosado profundo a um rosa-alaranjado mais claro, se tornando mais claros com o passar do tempo, e eventualmente rosa esbranquiçado prestes a eclodirem. Algumas fontes mencionam a cor dos ovos como sendo uma forma confiável de identificação desta espécie, mas isto não é confirmado na maioria dos trabalhos. No cacho, os ovos são menos compactados, mantendo ainda seu aspecto esférico, diferente do aspecto prismático do P. diffusa. São ovos maiores e menos numerosos do que os do P. maculata, uma típica postura tem menos de 300 ovos (variando de 12 a 1000 ovos), os ovos medindo em média 3,0 mm. Alguns pesquisadores sugerem que a dimensão dos ovos e o aspecto dos cachos poderia ser uma forma confiável de diferenciar as duas espécies.
Os ovos são extremamente tóxicos, e só são predados por pouquíssimas espécies, a agressiva Formiga-de-fogo sul-americana (Solenopsis invicta e S. geminata) e o caracol asiático Quantula striata. Os ovos contêm diversas proteínas de armazenamento, mas duas destas substâncias também têm efeito defensivo: a proteína ovorubina (OV), que confere sua típica coloração, que tem finalidade aposemática ("coloração de alerta"), além de ter proprieades antinutritiva e antidigestiva. Contêm também a proteína PcPV2, uma potente neurotoxina. Mostra elevada toxicidade, com LD50 em 96h de 0,25 mg/kg, um grau de toxicidade similar a de várias serpentes. A toxina age na medula espinhal, através do metabolismo de Cálcio, levando a morte celular aguda. É a única neurotoxina à base de Lectina conhecida do reino animal (são comuns em plantas), e é a primeira neurotoxina proteica descrita em ovos. Ambas proteínas são resistentes à digestão, assim como ao baixo pH gástrico, atingindo o intestino intactos após ingestão oral. Por terem ação dupla (armazenamento e defesa), talvez estas toxinas permaneçam agindo também nos caramujos recém-nascidos.
Mesmo em relação aos adultos, há inúmeros registros de predadores de Ampulárias (como o Gavião-Caracoleiro e o Carão) descartando a glândula de albúmen das fêmeas, com sua conspícua cor rosada, e riqueza nestas substâncias tóxicas. 



http://www.planetainvertebrados.com.br/index.asp?pagina=especies_ver&id_categoria=27&id_subcategoria=&com=1&id=146&local=2




As peças possuem, 28mm e 42mm.



sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Pomacea canaliculata

Facilmente encontrada no Baixo Rio Amazonas e Bacia do Rio La Plata, seu habitat estende-se pela Bolívia, grande parte do Brasil, Paraguai, Argentina e Uruguai. É um dos ampularídeos neotropicais encontrados mais "ao sul". A concha da P. canaliculata é robusta e pesada, apresentando pouca maleabilidade, especialmente em indivíduos mais velhos. Possui de 5 a 6 espirais unidos por uma sutura "profunda", como que "enterrada" na concha. Os encontros entre as espirais formam ângulos menores que 90º. Essa característica permite identificá-la exteriormente. O corpo pode ser amarelado, acizentado, marrom ou quase preto, com pontos amarelados no sifão, porém não apresentando "spots" tão numerosos nas regiões da boca e pé, como é o caso da P. bridgesii. Os ovos também podem identificar a espécie, bem mais avermelhados que os da P. bridgesii, e um pouco maiores também: de 2.2 a 3.5 mm. O ninho pode conter de 200 a 600 ovos. 


Sua alimentação é herbivora, podendo ser encontrada em plantas submersas ou flutuando na lâmina d'água.
A peça da foto possui 51mm, foi coletada por Noberto (Toninho) Ferreira, em Vassouras - RJ em agosto de 2009. Faz parte de minha coleção particular. 

Foto: Rubem Santos
Fonte: http://aquabrasilis.sites.uol.com.br/